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Alerta: a cada sete horas, uma pessoa é picada por escorpião no DF

history quarta-feira, 3 de julho de 2019     folder Notícias

 

Uma preocupação que cresce a cada dia: o número de pessoas socorridas após levar uma picada de escorpião aumentou cerca de 25% no Distrito Federal em 2019, comparado ao primeiro semestre de 2018. Até o último dia 22 de junho, a Secretaria de Saúde do DF havia computado 618 casos, ou seja, um brasiliense é vítima do peçonhento a cada sete horas. No ano passado, no período equivalente, o registro foi menor: 495 incidentes.

O Ministério da Saúde registrou, em 2018, 156.702 ocorrências em todo o país. Em 2017, foram 125.229; e em 2016, 91.722. Segundo a pasta, não se pode atribuir o aumento a um único fator. Deve-se considerar que a espécie Tityus serrulatus, que mais causa acidentes no Brasil, se expandiu para um número maior de cidades. Além disso, destacou outros pontos, como o aumento da ocupação irregular nas grandes cidades.

A Vigilância Ambiental é responsável por promover ações de controle e prevenção no Distrito Federal. Caso seja constatada presença de escorpião dentro de residência, o serviço pode ser acionado pela população por meio dos seguintes números: (61) 2017-1343 ou 160.

Israel Martins, biólogo da pasta, afirma que o trabalho não se limita apenas à captura dos escorpiões. “É preciso identificar as condições que favoreceram o aparecimento de animais peçonhentos na casa da pessoa. No geral, também indicamos algumas medidas, como instalação de telas”, acrescenta.

Baratas são a principal alimentação de escorpiões. No entanto, conforme destacado por Martins, o uso de insecticidas pulverizantes é contraindicado: o produto provoca irritação nos aracnídeos, que se dispersam pela casa. “O melhor seria um inseticida sólido, mas isso é apenas uma medida adicional, que deve ser usada em último lugar. A prevenção é a principal solução”.

O que fazer?

Segundo o professor do Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília (UnB) Paulo César Motta, crianças e idosos são mais vulneráveis ao se tratar do efeito do veneno. Embora a maioria dos acidentes com o animal peçonhento seja leve, é recomendado pela Secretaria de Saúde do DF que a vítima procure hospitais de emergência ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

O Centro de Informações Toxicológicas está disponível para dar as primeiras orientações por meio do telefone 0800 644-6774.

“É um animal muito resistente. Quase não tem predadores naturais e vive apenas em áreas urbanas: bueiro, caixas de esgoto e entulho”, detalhou Motta. “Venenos químicos tampouco costumam ser eficazes. Nesse ponto, métodos mecânicos são melhores, como chineladas.”

Por se tratar de um animal que se adapta facilmente, os acidentes, segundo o docente, podem ocorrer ao longo de todo o ano. A época mais propícia, porém, é a chuvosa.

O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é a espécie no DF que causa grande parte dos casos severos, diz Motta. Como as fêmeas se reproduzem sem necessidade de acasalamento, de 3 a 20 filhotes a cada geração, a proliferação do aracnídeo é intensificada.

Prevenção

Na área externa do domicílio:

Manter limpos quintais e jardins, não acumular folhas secas e lixo domiciliar;

Acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes apropriados e fechados e entregá-los para o serviço de coleta;

Eliminar baratas, aranhas, grilos e outros pequenos animais invertebrados, fonte de alimento;

Evitar entulhos de obras de construção civil e terraplanagens, superfícies sem revestimento, umidade, etc;

Preservar os inimigos naturais, aves, pequenos macacos, quatis, lagartos, sapos e gansos (as galinhas não são agentes controladores eficazes dos escorpiões, pois possuem hábitos diurnos enquanto os escorpiões, noturnos);

Evitar queimadas em terrenos baldios, para evitar o desalojamento;

Remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes externas e muros;

Manter fossas sépticas bem vedadas, para evitar a passagem de baratas e escorpiões;

Rebocar todas as paredes e muros, eliminando vãos ou frestas.

Na área interna do domicílio:

Vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha;

Reparar rodapés soltos e colocar telas nas janelas;

Telar as aberturas dos ralos, pias ou tanques;

Telar aberturas de ventilação de porões e manter assoalhos calafetados;

Manter berços e camas afastados, no mínimo 10 cm, das paredes e evitar que mosquiteiros e roupa de cama permaneçam em contato com o chão;

Manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados;

Em local muito arborizado, fechar portas e janelas da residência ao entardecer;

Manter fechado armários e gavetas;

Examinar roupas e calçados antes de usá-los, principalmente quando tenham ficado expostos ou espalhados pelo chão.

Locais do DF com soro antiescorpiônico disponível:

Hospital Regional de Brazlândia;

Hospital Regional de Sobradinho;

Hospital Regional da asa Norte;

Hospital Regional de Taguatinga;

Hospital Regional de Santa Maria;

Hospital Regional do Paranoá;

Hospital Regional de Samambaia;

Hospital Regional do Guará;

Gerência Regional de Saúde Sul;

Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais de Ceilândia.

Fonte: Jornal Metrópoles