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SIS esclarece reajuste no plano em roda de conversa com beneficiários

history segunda-feira, 11 de junho de 2018     folder Notícias

 

A primeira roda de conversa do Sistema Integrado de Saúde, nessa terça-feira (5), reuniu dezenas de beneficiários do plano e representantes dos conselhos e de sindicatos, que foram esclarecer suas dúvidas com relação ao reajuste da mensalidade e da participação financeira no SIS. Durante mais de três horas, os mediadores Daniele Calvano, coordenadora-geral de Saúde, e José Henrique Varanda, coordenador do Escritório Corporativo de Governança e Gestão Estratégica (E-Gov), e os coordenadores Geovane Resende, de Atendimento e Relacionamento do SIS (Coatrel), e Pablo Barros, de Gestão Financeira do SIS (Cogefi), apresentaram os principais aspectos diferenciados do plano de saúde, o perfil do beneficiário, a origem do desequilíbrio financeiro e a proposta avaliada pelo conselho. Também apresentaram vários exemplos de utilização em comparação com a coparticipação do beneficiário no plano.

A coordenadora-geral Daniele Calvano ressaltou que uma das grandes vantagens do SIS é que ele não está limitado à cobertura da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ou seja, toda a perícia é baseada na pertinência técnica e no benefício para o paciente.

— Por exemplo, temos cobertura para um exame chamado Oncotype, que direciona o tratamento de câncer — explicou Daniele.

Entre as diferenças do SIS em relação ao demais planos também foram citadas: atendimento nos hospitais de notória especialização (Sírio Libanês e Albert Einstein), rede com grande capilaridade em todo o Brasil, assistência odontológica com implantodontia, assistência domiciliar (cuidador, técnico de enfermagem e Home Care) e assistência farmacêutica.

José Henrique Varanda argumentou que a qualidade e a ampla cobertura têm o seu custo. E deixou claro que mesmo assim, apesar reajustes no SIS, os valores cobrados ainda estão muito aquém dos praticados atualmente no mercado. Segundo levantamento realizado pelo Sindilegis e Associação dos Servidores do Prodasen (Ascip) com planos equivalentes (que possuem hospitais como Sírio Libanês e Albert Einstein), sem coparticipação, o custo para a última faixa etária chega a aproximadamente R$ 7.000 por mês.

Já um plano quase equivalente (mas sem hospitais como Sírio Libanês e Albert Einstein) com coparticipação (30%) para a última faixa, o custo chega a cerca de R$ 2.800 por mês, enquanto o SIS (com Sírio e Einstein) terá uma mensalidade de R$ 343,60, para a última faixa etária de beneficiário titular e R$ 502,62 para última faixa etária de beneficiário dependente.

— Nossa grande preocupação é a sustentabilidade do plano. Não estamos preocupados apenas com o presente. Atualmente, a maior parte dos nossos beneficiários tem acima de 59 anos, e, se não nos prevenirmos, corremos o risco de não mantermos nosso plano com os mesmos benefícios no futuro —  ressaltou a coordenadora-geral.

Entre as causas do aumento de custos, está o envelhecimento da massa de beneficiários, pois a cada ano o uso do plano aumenta, fazendo crescer exponencialmente seus custos, conforme enfatizou Pablo Diego, coordenador da Cogefi. A equipe técnica do SIS também ressaltou que o aumento dos custos tem outras razões, além do envelhecimento dos beneficiários: os custos médicos aumentam, com novas tecnologias de diagnóstico, novas terapias oncológicas e geriátricas, novos procedimentos e materiais foram incorporados nos últimos anos.

Geovane Resende, da Coatrel, reforçou que as regras antigas precisam ser melhoradas. Os tetos estavam defasados e não havia correção desde 1995. De lá para cá, o IPCA variou 431%. Além disso, reiterou diferenças entre as antigas e as novas regras. Antes, a participação financeira observava o vínculo que o servidor tinha com o Senado Federal (analista, técnico, auxiliar, comissionado, entre outros). Na nova regra, a participação financeira será mais simples e qualitativa, tendo relação com o regime de atendimento, ambulatorial ou internação.

Segundo o coordenador, foi realizado estudo comparativo com vários outros planos e houve uma preocupação também em manter o equilíbrio entre as diversas faixas de remuneração dos beneficiários do plano. Por exemplo, há usuários com renda a partir de R$ 2.000, sendo que, no formato antigo, o valor de desconto era único para todos.

A apresentação da equipe do SIS sintetizou da seguinte forma as vantagens das novas regras de co-participação:

Mais simples e qualitativas (para todos)

Quanto menos escolha, menor o percentual

30% para o regime ambulatorial

5% para emergência / urgência / internações

5% para quimioterapia / radio / hemodiálise

Não há mais tetos por calendário

E exemplos comparativos demonstraram mais alguns benefícios da regra nova:

Finalizando a roda de conversa, a coordenadora-geral do SIS citou outras iniciativas para o equilíbrio financeiro: relatórios de acompanhamento do uso do plano, conclusão do estudo atuarial, ações de gestão nos grandes centros de custos, negociação de novos pacotes com a rede credenciada e o reforço de ações de promoção da saúde (como os exames periódicos) são alguns dos compromissos para curto prazo. Ponto fundamental, segundo Daniele, é estabelecer a partir de agora uma comunicação mais ativa e intensa com os beneficiários, com o objetivo de tornar a informação mais acessível a todos e de aprimorar os processos.

Fonte: Secretaria de Gestão de Pessoas do Senado Federal