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Trabalho voluntário no Senado: o exemplo de dois colaboradores

history segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019     folder Notícias

 

Duas trajetórias profissionais bastante distintas. Mas a aposentadoria após 43 anos de trabalho e o estágio dos sonhos no Senado Federal têm comum o fato de ambos os colaboradores atuarem como voluntários na Casa. Essa é a história do ex-diretor da Gráfica Florian Madruga e da estagiária Naísa Maria da Silva Bernardes, do Serviço de Atendimento ao Usuário (Seatus) da Secretaria de Gestão de Pessoas (SEGP).

— Não pergunte o que o Senado pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo Senado — afirmou Florian, que assumiu a frase do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy como lema de trabalho.

Depois de se aposentar em 2016, Florian Madruga retornou para mais dois anos de trabalho voluntário, perspectiva que se renovou nesta quinta-feira (31), quando assinou novo termo de voluntariado na SEGP. Ele optou por continuar fazendo o que mais gosta: trabalhar na Gráfica, no gabinete da diretoria.

— Todo dia até hoje quando saio de Casa para vir ao Senado é como se fosse o primeiro dia. Venho feliz da vida. É gratidão, é satisfação — destaca.

Naísa, por sua vez, é novata na Casa. Iniciou o estágio no Seatus em julho de 2018, o qual se encerra em julho deste ano com sua formatura. A estudante queria mais. Para isso, tornou-se voluntária do setor, acrescentando mais quatro horas de trabalho à sua jornada, perfazendo um total de oito horas diárias. Para a graduanda em Administração Pública do Instituto de Direito Público (IDP), ser estagiária no Senado Federal é o “ápice” de sua carreira de estudante.

Não parece ser mera coincidência o fato de Naísa ter dito uma frase semelhante à de Florian para descrever o que sente pela oportunidade de trabalhar no Seatus:

— Não é o que o Senado pode fazer por mim. É o que eu posso fazer pelo Senado.

Por gostar muito de contato com gente, Naísa considera que auxiliar os aposentados a aprenderem a lidar com as novas ferramentas tecnológicas proporciona grande satisfação. Isso sem falar que facilita o seu trabalho de conclusão de curso.

— Hoje digo que sou a pessoa certa no lugar certo. Trabalho com muita satisfação aqui. Fico louca pelas segundas-feiras. O que estou adquirindo de experiência no estágio e no voluntariado é enriquecedor — conclui.


Trajetória de Florian

Florian iniciou sua carreira no Senado Federal em 1973 na Gráfica como revisor de texto. Seguindo o conselho do pai, deixou um emprego estável na Universidade de Brasília, onde ganhava mais que o dobro do salário pago pelo Senado. De forma gradual, foi ascendendo a postos de chefia: encarregado-geral do turno noturno, chefe de gabinete da Diretoria-Executiva em três gestões, diretor-adjunto da Diretoria-Executiva, até se tornar, em 1987, coordenador do trabalho gráfico da Assembleia Nacional Constituinte.

— A gente sabia que estava tendo uma transformação no país. A gente era partícipe — relembrou.

Para Florian, a oportunidade de aprendizado e crescimento profissional que o Senado proporciona não existe em outra instituição pública do país. Entre as funções que exerceu na Casa estão a direção do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) e a coordenação do trabalho gráfico do processo de Impeachment do então presidente da República Fernando Collor, em 1992. Também assumiu a Subsecretaria de Apoio a Órgãos do Parlamento (SCoop), que atendia, entre outros, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa em 2007, em um momento político delicado. Outra missão difícil atribuída a ele foi o encerramento do braço legislativo do Senado no Rio de Janeiro e a transferência dos servidores para Brasília. Depois de passar pela chefia de gabinete da Presidência do Senado na gestão de Garibaldi Alves Filho em 2008, voltou para a Gráfica como seu diretor em 2009, com o desafio de transformar o parque gráfico de offset para digital. Ficou no cargo até a aposentadoria em 2016.